A caderneta de vacinação conta uma história de proteção construída dose a dose. O Calendário de vacinação infantil de acordo com a SBIM 2026 ajuda as famílias a acompanhar esse cuidado desde os primeiros dias de vida, respeitando as necessidades de cada fase e reduzindo o risco de doenças imunopreveníveis.
Mais do que cumprir datas, vacinar é um gesto de cuidado contínuo. A recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) complementa o calendário público com opções que ampliam a proteção infantil. Por isso, a avaliação da caderneta deve ser individualizada, especialmente quando há doses atrasadas, vacinas feitas em serviços diferentes ou condições de saúde que exigem atenção adicional.
Como funciona o calendário de vacinação infantil da SBIM 2026
O calendário da SBIm organiza as vacinas conforme a idade da criança, considerando o momento mais adequado para o sistema imunológico desenvolver proteção. Algumas doses são aplicadas em série, outras exigem reforços e determinadas vacinas passam a ser indicadas apenas em fases específicas.
Nos primeiros meses, o foco é proteger contra infecções que podem ser mais graves em bebês. Ao longo do primeiro e do segundo ano de vida, entram reforços e imunizantes que acompanham novas exposições da criança, como o início da creche e uma maior convivência social.
A caderneta é o documento principal para essa organização. Leve-a a cada atendimento, mesmo quando a consulta não for exclusivamente para vacinação. Assim, a equipe pode conferir o histórico e planejar as próximas doses com clareza e segurança.
Vacinas mais indicadas em cada fase da infância
Ao nascer e nos primeiros meses
Logo ao nascer, a criança recebe proteção contra hepatite B e tuberculose, por meio das vacinas hepatite B e BCG. A partir dos 2 meses, entram imunizantes fundamentais contra doenças como difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por Haemophilus influenzae tipo b e hepatite B, frequentemente reunidos na vacina hexavalente.
Também nessa fase são indicadas vacinas contra rotavírus, doenças pneumocócicas e meningocócicas. As vacinas pneumocócicas conjugadas, como VPC15 e VPC20, e as meningocócicas B e ACWY oferecem cobertura ampliada para agentes que podem causar infecções invasivas graves.
Os esquemas podem variar conforme o produto utilizado, a idade de início e o histórico vacinal. Por isso, não é recomendado comparar apenas o número de picadas ou doses sem orientação profissional.
Dos 6 meses aos 2 anos
A partir dos 6 meses, a vacina influenza passa a fazer parte do cuidado anual. Na primeira vacinação contra gripe, crianças menores de 9 anos podem precisar de duas doses, conforme o histórico anterior. A proteção deve ser renovada todos os anos porque os vírus circulantes mudam e a formulação é atualizada.
Entre 9 e 15 meses, o calendário costuma incluir febre amarela, tríplice viral – que protege contra sarampo, caxumba e rubéola -, hepatite A, varicela e os reforços previstos para vacinas iniciadas nos primeiros meses. A tetraviral pode ser utilizada em situações indicadas pela faixa etária e pelo histórico da criança, reunindo proteção contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela.
Esse período exige atenção especial porque muitas famílias associam vacinação apenas ao primeiro ano. No entanto, doses de reforço são decisivas para manter uma resposta imunológica adequada ao longo do crescimento.
Pré-escolares e escolares
Entre 4 e 6 anos, há reforços importantes para difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, meningocócicas e varicela, conforme as doses já registradas. É uma boa oportunidade para revisar a caderneta antes da entrada ou permanência na escola.
A vacina contra dengue pode ser recomendada a partir dos 4 anos, de acordo com a faixa etária aprovada, o esquema indicado e a avaliação da equipe de saúde. A prevenção também depende de medidas ambientais, como evitar água parada, pois nenhuma estratégia isolada substitui o cuidado coletivo contra o mosquito.
A proteção contra o vírus sincicial respiratório (VSR) merece conversa com a equipe, sobretudo para famílias com bebês. A vacinação materna durante a gestação e o nirsevimabe para bebês e crianças elegíveis são estratégias diferentes, indicadas conforme o momento e os critérios clínicos.
A partir dos 9 anos
Na adolescência, a vacina HPV ganha destaque. Ela ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer e verrugas genitais, com esquema definido pela idade de início e pela condição de saúde do adolescente. Também é o momento de revisar meningocócicas, influenza anual e os reforços de dTpa, conforme a recomendação profissional.
Vacinas recomendadas (SBIm 2026)
Ao nascer BCG • Hepatite B
2 meses Hexavalente (DTPa-VIP-Hib-HB) • Pneumo 20 (VPC20) • Rotavírus
3 meses Meningocócica ACWY • Meningocócica B
4 meses Hexavalente • Pneumo 20 (VPC20) • Rotavírus
5 meses Meningocócica ACWY • Meningocócica B
6 meses Hexavalente • Pneumo 20 (VPC20) • Rotavírus • Influenza (1ª dose) • COVID-19 (conforme recomendação vigente)
7 meses Influenza (2ª dose na primovacinação, quando indicada)
9 meses Febre Amarela
12 meses Tríplice Viral (SCR) • Pneumo 20 (VPC20) • Meningocócica ACWY (reforço) • Meningocócica B (reforço) • Hepatite A (1ª dose)
15 meses DTPa + VIP (1º reforço) • Tetraviral (SCRV) ou SCR + Varicela • Hepatite A (2ª dose)
4-5 anos DTPa + VIP (2º reforço) • Febre Amarela (2ª dose) • Dengue (Qdenga®) • Meningocócica ACWY (reforço)
9 anos HPV9 (meninos e meninas)
Calendário da SBIM e vacinação atrasada: o que fazer?
Uma dose em atraso não significa que a criança precise reiniciar todo o esquema. Na maioria das situações, a vacinação é retomada de onde parou, respeitando os intervalos mínimos entre as doses. O cuidado é não improvisar datas: idade, vacina já aplicada e intervalo registrado fazem diferença.
Famílias que perderam a caderneta devem buscar os comprovantes disponíveis e conversar com uma equipe de vacinação. Quando o histórico é incompleto, a conduta deve ser definida de forma segura, sem assumir que uma dose foi realizada apenas pela memória.
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Na Imune 360, o atendimento humanizado começa pela escuta da família e pela conferência cuidadosa da caderneta. Em um lugar onde cada detalhe foi pensado para acolher, a vacinação pode ser organizada como parte de uma jornada preventiva completa para crianças, adolescentes e toda a família.
Manter as doses em dia é uma forma concreta de cuidar hoje e preservar a tranquilidade para os próximos passos da infância.