Mudanças no calendário de vacinação SBP 2026/2027: o que você precisa saber?

Entenda as principais mudanças no Calendário de Vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o biênio 2026/2027 e proteja sua família hoje.
Mudanças no calendário de vacinação SBP 2026/2027: o que você precisa saber?

Quando o calendário vacinal muda, a dúvida mais comum das famílias não é apenas “qual vacina falta?”, mas “meu filho continua protegido?”. As principais mudanças no Calendário de Vacinação da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) para o biênio 2026/2027 reforçam uma visão cada vez mais ampla da prevenção: proteger cedo, acompanhar os reforços e olhar com atenção para fases como gestação, adolescência e os primeiros meses de vida.

Mais do que decorar siglas ou datas, o ponto central é entender que o calendário é uma ferramenta de cuidado contínuo. Ele pode orientar a atualização de esquemas iniciados anteriormente, indicar novas estratégias de proteção e ajudar a evitar lacunas que passam despercebidas na correria da rotina familiar.

Mudanças no calendário de vacinação da SBP para 2026/2027

As atualizações mais relevantes se concentram na ampliação da proteção contra doenças respiratórias, meningites, pneumonias e infecções que podem ter impacto importante em crianças e adolescentes. A recomendação precisa considerar a idade, as doses já realizadas, as condições de saúde e a versão vigente do calendário no momento do atendimento.

Uma atenção especial recai sobre a prevenção do vírus sincicial respiratório, o VSR. Esse vírus é uma causa frequente de bronquiolite e outras infecções respiratórias em bebês, especialmente nos primeiros meses de vida. O fortalecimento da imunização contra o VSR (Bronquiolite) orienta para uma dupla estratégia utilizando a vacinação materna e o uso de anticorpos monoclonais de longa duração(nirsevimabe ou clesrovimabe).

Gestantes: Recomendada a vacinação da mãe a partir da 28ª semana de gestação com a vacina Abrysvo para transferir anticorpos ao bebê.

Lactentes: Indicação do anticorpo monoclonal em dose única no primeiro ano de vida para prevenção da infecção pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O uso é mantido mesmo em bebês de mães vacinadas caso haja fatores de risco como prematuridade, cardiopatias congênitas ou doenças pulmonares crônicas.

A vacinação na gestação e o uso do nirsevimabe/clesrovimabe para bebês e crianças elegíveis são estratégias diferentes e complementares dentro de uma conversa individualizada com a equipe de saúde.

Também ganha força o planejamento da proteção pneumocócica. A vacina pneumocócica conjugada VPC20 amplia a cobertura contra sorotipos do pneumococo, bactéria associada a quadros como otite, pneumonia, meningite e infecção generalizada.

Consolidação da Pneumocócica Conjugada 20-Valente

Substituição progressiva das versões anteriores pela VPC20 com ampliação significativa da proteção contra os sorotipos do pneumococo. O esquema recomendado pela SBP consiste em 3 doses na rotina (aos 2, 4 e 6 meses) mais 1 dose de reforço entre os 12 e 15 meses de idade.

Fim definitivo das gotas contra a Pólio (VIP Exclusiva).

Reincorporação do segundo reforço da Vacina Inativada Poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade. O esquema contra a paralisia infantil passa a ser feito 100% com a vacina injetável (VIP), eliminando de vez o uso da vacina oral (VOP/gotinha) na rotina de reforços

Meningites: proteção que precisa acompanhar o crescimento

As vacinas meningocócicas B e ACWY merecem atenção redobrada no calendário infantil e adolescente. A doença meningocócica pode evoluir rapidamente, e os reforços são parte essencial da proteção ao longo do tempo.

Na prática, muitas famílias se lembram das doses do primeiro ano de vida, mas deixam de revisar o cartão de vacinação na entrada da adolescência. É justamente nessa fase que a circulação social aumenta, seja na escola, em atividades esportivas, viagens ou encontros com amigos. Atualizar as doses recomendadas ajuda a manter a proteção em um período de maior exposição.

Atualização sobre COVID-19

COVID-19: Mantida a indicação para crianças menores de 5 anos e grupos de risco até os 19 anos, reforçando a obrigatoriedade de utilizar as versões vacinais mais atualizadas disponíveis no mercado (variantes vigentes).

HPV e dengue: prevenção que não deve ficar para depois

A vacinação com HPV 9v continua sendo uma das medidas mais relevantes para adolescentes. Ela previne infecções associadas a diferentes tipos de câncer e verrugas genitais, com melhor resposta quando realizada nas idades recomendadas. Adiar por falta de conversa, vergonha ou por acreditar que o adolescente “ainda é muito novo” pode significar perder uma janela valiosa de prevenção.

A vacina contra a dengue também exige uma avaliação cuidadosa. As recomendações apontam a vacina Qdenga a partir de 4 anos.

O calendário não termina na infância

Um dos avanços mais importantes na forma de cuidar da família é reconhecer que vacinação não é assunto apenas de bebê. Gestantes, adultos e idosos também precisam de acompanhamento regular.

Durante a gestação, vacinas como dTpa, influenza e a estratégia de prevenção contra o VSR contribuem para proteger a mãe e o bebê. Na vida adulta, doses de reforço contra difteria e tétano, influenza anual, hepatites, HPV quando indicado e outras vacinas podem ser necessárias conforme idade, histórico e condições de saúde. O calendário da SBP oferece recomendações científicas atualizadas voltadas ao cuidado pediátrico.

Na Imune 360 e Unidades Imune Kids/Imunik esse cuidado pode ser feito de forma acolhedora, com análise do histórico de cada paciente e orientação clara para a família. Antes de agendar uma dose, vale separar os cartões antigos, registros digitais e informações sobre vacinas realizadas em outros serviços. Esse pequeno preparo transforma a atualização vacinal em um cuidado mais preciso, tranquilo e completo para quem você ama.

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